A torre cai impiedosa.
Aqueles que estão dentro são lançados para fora arrebatadoramente e não há mais
teto ou parede para se proteger, não há mais bases sólidas para se manter. O
destino cármico bate à porta e sem aviso a abre, escancara, destrói. Ficam para
trás apenas destroços.
E nossos jovens heróis, jogados ao tempo e à própria
sorte, em total revelia à sua vontade? Sentem a grama fresca sob suas mãos,
quando se apoiam e olham para a lua, que paira solene sob suas cabeças. Embora
perene e de brilho intenso, a lua cheia não é a única a se mostrar a eles. Sob
um céu estrelado, recordam-se de uma estrela em especial que a partir de um
local distante, guiou grandes reis magos em uma peregrinação.
E ali está ela
novamente, e como em um passe de mágica a lua escurece. Seu desaparecimento
traria trevas e caminhos distorcidos, frutos de uma visão pouco acostumada à
escuridão. Traria, se não existisse o astro luminoso com outros sete astros
brilhantes ao seu redor. Abaixando os olhos, os heróis veem uma figura feminina
nua, com um jarro que verte água infinita. Seu olhar, negro como a noite e com
pequenos pontos brilhantes, acalenta seus corações e onde havia desespero pela
derrocada, transforma-se em plena luz.
“Sou Pandora, que abre a caixa e liberta
a esperança. Sou Héspero, a Estrela Vespertina. Sou Eósfero, A Estrela da
Manhã. Sou Astreus, Senhor das Estrelas. Sou a Cura e a Certeza. Sou aquela que
derrama as águas da criação sob a terra. Vinde a mim e deixai os destroços
daquilo que já não faz parte de vós.”
Tiraram o elmo. Abandonaram a espada e o
escudo. Despiram-se da armadura. Seguiram nus em sua direção.

Lindo!
ResponderExcluirMestrar para a Gente que é bom nada né?
Bjos da Cóh.